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Durante entrevista, presidente da Câmara sai em defesa dos profissionais de saúde de Mata de São João

por Janira Silva publicado 08/05/2020 09h30, última modificação 08/05/2020 09h28
A entrevista foi por telefone no programa Bahia Política

O Presidente da Câmara de Vereadores de Mata de São Joao, Agnaldo de Lulu (PSD), ratificou em entrevista ao Bahia Política, nesta quinta- feira (7), seu sentimento de decepção com a retirada de pauta do Projeto de Lei nº 009/2020, que visava um auxílio aos profissionais de saúde ligados ao combate do COVID-19.

O Projeto assinado pelo prefeito Marcelo Oliveira, previa uma gratificação de R$200 por mês a ser adicionada aos salários dos profissionais que estão atuando no combate ao vírus.

Era para o projeto aprovado entrar em vigor assim que o prefeito sancionasse, porém, o gestor municipal voltou atrás e retirou de pauta, preferindo assim, negar a gratificação aos funcionários que atuam na cidade.

Agnaldo de Lulu (PSD), afirmou que a proposta foi rebatida pelos vereadores que chegaram à conclusão que o projeto precisava de um reajuste, passando para R$ 400 o adicional que auxiliaria os profissionais que, como cita o documento original, necessitam de reconhecimento com o mínimo de segurança financeira. “Na Câmara todos nós discutimos, debatemos e chegamos à conclusão que o projeto carecia de uma emenda e emendamos esse valor para R$ 400 reais e sabemos que não é o suficiente ainda, eles mereciam um salário extra para compensar esse desgaste e sofrimento que eles estão tendo”, relata o Presidente.

Diante do ofício requerendo a retirada de tramitação, Agnaldo disse não entender porque a recusa do pagamento, visto que a prefeitura tem dinheiro o suficiente, já que cortaram gastos como os festejos de São João, com o aniversário da cidade que não teve comemoração e o réveillon que não terá festa esse ano. “Chegamos à conclusão, diante dos R$ 6 milhões que a prefeitura tem em caixa como verba de gabinete, diante dos R$ 2,5 milhões de publicidade que estão em orçamento , diante de todos os gastos que não serão mais feitos com festas, temos dinheiro sim, esse período é de foco em vidas, período de preservação e não de política, é hora de preservar vidas”, afirmou Agnaldo.

Questionado sobre os casos testados positivos na cidade, Agnaldo afirmou que a prefeitura não está preocupada com a situação atual do município, que o primeiro caso confirmado não teve assistência necessária por parte da prefeitura. “Tivemos um caso de uma senhora que demonstrou claramente que a prefeitura não está focada em prevenções, a pessoa foi testada positiva e não obteve acompanhamento, não teve um auxilio, um amparo do poder público, não teve sua cesta garantida, não teve medicamentos, nem um auxilio por parte da prefeitura”.

Agnaldo reforçou ainda que o momento agora é de união para o combate da doença. “O que tenho visto é um descaso, um absurdo é muito triste o que a gente tem vivido aqui na cidade, em um momento tão importante que o mundo clama por união, clama por compaixão e sensibilidade e reconhecimento aos profissionais de saúde”.

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